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O Dia Ficção | De Jorge Furtado, José Pedro Goulart | 1986 | 14 min Com Pedro Santos, Zé Adão Barbosa, João Acaiabe Ano: 1986 Duração: 14 min Bitola: 35mm País: Brasil Ficha Técnica Produção Henrique F. Lima, Gisele Hilt Fotografia Christian Lessage Roteiro Ana Luiza Azevedo, Jorge Furtado, Giba Assis Brasil, José P. Goulart Edição Giba Assis Brasil Direção de arte Fiapo Barth, Lordsir Peninha Trilha original Augusto Licks Prêmios Melhor Ator no Festival de Gramado 1986 Festivais Sundance Film Festival 1991
Escrito por Teresa às 18h21 [ ] [ envie esta mensagem ] O Dia em que Dorival Encarou a Guarda Depois de passar dez noites de calor intenso na prisão, Dorival, o personagem central da trama, entra em desespero e briga com todos os ´sistemas´ constituídos como poder, para conseguir um único direito: tomar banho. Nota-se que durante o processo de ´conquista’, Dorival ora está humilde, ora está agitado, ora assume papel de herói, ora assume papel de bandido. Com luz ofusca, meio cinza e com características de um lugar sombrio, a prisão, onde Dorival está, não é diferente de tantas outras espalhadas pelo Brasil e que estão cheias de personagens reais como Dorival. O curta, de 14 min, tem figuras significativas da realidade social e carcerária do país e apresenta, um pouco, a desestruturação dos comandos e comandados que ´administram´ essas cadeias. O passeio rápido por essa ficção mostra o formato e os elementos de expressão (os signos cinematográficos, ou o que Christian Metz chama de códigos significadores), que vão sendo trabalhados desde o desejo do personagem/preso/enjaulado comparado ao macaco King Kong até a insegurança dos comandantes e comandados. Todos, de baixo para cima na ordem de importância/autoridade, diziam a mesma coisa a Dorival quando ele diz ou pede para tomar banho: recebemos ordens pra não deixar você tomar banho. E quem deu a ordem? Escrito por Teresa às 18h19 [ ] [ envie esta mensagem ] Título Blog: Cine Vídeo Educar Longe de querer ser um blog 'crítico/teórico' do cinema, a proposta é ampliar as discussões e trocar opiniões com quem estuda ou é 'apaixonado' por essa matéria para que se possa ter um novo olhar sobre a imagem/narrativa/objeto/sentido/contexto... hummmmm O blog tem um layout com ondas do mar para lembrar a praia do Recife (a cidade mais linda do Nordeste) e nesse primeiro momento traz um comentário sobre o filme Olga (2004) e alguns tópicos que podem ser analisados considerando o filme uma adaptação da obra literária. Ah! Também não podemos esquecer os documentários (parte de uma entrevista com Eduardo Coutinho, tá no arquivo)e o novo momento do cinema brasileiro.A partir de agora, vamos blogar: que eu blog, que tu blogs, que ele blog.... A sua opinião ajuda e muito a melhorar este blog. Faça isso! Vai ser legal para você também. Escrito por Teresa às 21h54 [ ] [ envie esta mensagem ] Linguagem do cinema ... educando nosso olhar Espaço reservado para o debate.
Escrito por Teresa às 02h59 [ ] [ envie esta mensagem ] Crítica Olga
Kleber Mendonça Filho - crítico cinema - Jornal do Commercio - Recife - PE Escrito por Teresa às 02h42 [ ] [ envie esta mensagem ] Olga: a linguagem da Tv no cinema Lutar por uma sociedade igualitária , contra a injustiça e o totalitarismo de governos capitalistas faziam parte da alma de Olga Benario Prestes, uma mulher revolucionária sem fronteiras. O filme, de Jayme Monjardim, baseado no livro de Fernando Morais, foi aclamado pelo marketing cultural e chegou as telas de cinema no país, criando uma expectativa deslumbrante, para quem leu ou conhece a história dessa mulher guerreira. Olga, alemã, judia e rica, abandona a vida de regalias na casa dos pais para se dedicar à militância política no PC alemão. Em 1935, na Rússia, recebe a missão de se passar por esposa de Luís Carlos Prestes que voltava clandestinamente de seu exílio para o Brasil. Na função de ‘guardar’ e escoltar um dos grandes ‘heróis’ da resistência ditatorial do país, nasce o amor por Prestes. Entre os projetos de revolução para o Brasil e a relação de companheirismo, Olga fica grávida é capturada junto com Prestes pelo governo de Getúlio Vargas, e deportada para Alemanha nazista onde tem sua filha, Anita Leocádia. Depois de catorze meses, a criança passa a morar com a mãe de Prestes e Olga morre num campo de concentração.
Longe de querer fazer comparativos literários com o livro de Morais, lançado em 1985, e que vendeu mais de 600 mil exemplares no Brasil, fatos relevantes e de supra importância para o entendimento do processo político social da época foram deixados à margem no filme de forma intencional ou não (ponto que será abordado no final da análise) afim de ressaltar ou se dedicar ao sentimentalismo, o caso de amor Olga e Prestes. Na visão da roteirista Rita Buzzar e de Jayme Monjardim não houve espaço suficiente para detalhar o ideal político que unia o casal militante. Abusou no close-up (plano que enfatiza detalhes), na musica instigante e entrou no melodrama das emoções. Em alguns momentos/cenas percebe-se problemas no desenvolvimento de personagens e nas interpretações, muitas vezes, teatrais. Mas sobretudo, a apresentação e simplificação de conflitos semelhantes às novelas, onde há preocupações com intervalo e os atores, em geral, estão assustados. Mesmo sem perder de vista o objeto ‘concreto’, a mensagem do filme, Olga está montado de modo que, pela exposição das idéias, encadeamento das imagens, como bem enfatiza Christian Metz (1), “as fronteiras da produção coincidem com as de um discurso efetivamente realizado, de uma unidade que preexiste à intervenção do analista”. Portanto, a despeito do que se poderia esperar do filme, estimulado pelo marketing cultural, nem que seja pela curiosidade, assiste-se Olga. Até porque, muitos querem saber sobre essa história tão real que marcou o cenário político brasileiro. A direção de arte de Tiza de Oliveira, e a cenografia, de Gilson Santos e Érika Lovisi, que recriam diversos países da Europa em estúdios e locações no Rio de Janeiro nos leva a viajar no tempo e no espaço. Tudo é feito de forma dedicada, objetos de cena e reconstituição de época. As cenas no campo de concentração são de um realismo arrebatador. A foto de Ricardo Della Rosa é digna de aplausos, especialmente ao obter uma certa tonalidade de luz européia. Contudo, quase ninguém consegue se situar em relação ao local, Alemanha, Rússia ou Brasil, já que o idioma, falado em diversas cenas não intercaladas, vai do alemão ao português. A referência pode ser a cena que Olga faz um discurso em português, num auditório em Moscou, com cartazes em russo, e em seguida é cantado um hino também em russo.
Se tratando de um fato histórico, importante para o entendimento do processo democrático brasileiro, há que se questionar, e muito, como se fazer um filme como Olga (R$ 8 milhões foram gastos) e não informar dados tão significantes da Era Vargas, como o apoio político que Luiz Carlos Prestes deu ao governo mesmo depois que Getúlio enviou sua mulher, Olga, à Alemanha nazista. Além do questionamento, o fato traz uma reflexão político-social da história brasileira, até porque, como bem explica Metz, o filme, em alguns dos seus aspectos mais evidentes, refere-se diretamente à pesquisa sociológica. A sensação de assistir Olga é esperar uma continuação do próximo capitulo, já que a “matéria de expressão” são linguagens gestuais voltadas para construção dramática dos personagens. Quem sabe até, seqüências de filmes que possam retratar fatos políticos que mudaram a história desse país. Escrito por Teresa às 01h53 [ ] [ envie esta mensagem ] As ficções do "real" e os jogos de palavras
Santo Forte, de Eduardo Coutinho
Santo Forte (1999). “Pra que fazer cinema no Brasil? Pra que fazer cinema documentário no Brasil, o que é pior. Isso tem sentido, não tem sentido? Pra que serve? Eu não sei. Na hora que tem que encontrar uma resposta você vê que faz porque tem que fazer.” Partindo de um fragmento do recém-relançado Cineastas e Imagens do Povo, de Jean-Claude Bernardet, (SP: Companhia das Letras, 2003) tratando do uso recorrente (ou preguiçoso, segundo o teórico) da entrevista como principal dispositivo narrativo em alguns documentários brasileiros contemporâneos, a Cinestesia foi conversar com o cineasta cujo estilo vem inspirando uma série de seguidores desde o divisor de águas Cabra Marcado para Morrer (1984). Leia a seguir a transcrição do encontro que Silvia Boschi, William Condé e eu tivemos com Eduardo Coutinho. Uma verdadeira aula em torno dos desafios, das armadilhas e da força do cinema documentário. Continua http://www.cinestesia.com.br/entrevista.asp?ed=2&cod=7&pg=1 Escrito por Teresa às 10h48 [ ] [ envie esta mensagem ] |
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